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PHEVs

1. Quando é que os PHEVs são apropriados? E para que utilizadores?

A tecnologia híbrida Plug-In (PHEV) permite que os veículos percorram uma distância entre 30 a 50 quilómetros em modo puramente elétrico, dependendo da dimensão da sua bateria. Como tal, os PHEVs são mais apropriados para utilizadores que vivam em áreas urbanas e/ou com distâncias curtas para percorrer (como por exemplo, colaboradores de escritório). Alocar um PHEV a um colaborador que faz diariamente muitos quilómetros em autoestrada pode ser contraproducente, devido ao peso da bateria e ao consumo extra que esta irá gerar. Identificar os diferentes tipos de perfil do condutor é o elemento chave para determinar se os PHEVs são a opção certa, acrescendo algumas questões básicas que devem ser previamente colocadas:

  • Distância casa-escritório
  • Quilometragem média diária para fins comerciais
  • Quilometragem média anual para fins particulares
  • Capacidade para carregamento em casa/escritório/rede pública

2. Como ter a certeza que os condutores fazem o carregamento conforme esperado?

Garantir que os PHEVs serão utilizados da melhor forma é uma responsabilidade do empregador. Os regulamentos e tributação dos países europeus são a favor dos veículos verdes e o consumo de eletricidade, na maioria dos casos, não é considerado no cálculo do benefício em espécie. Como tal, a melhor forma para o empregador garantir que os condutores usam os PHEVs corretamente, especialmente para utilização profissional, é facultar o devido acesso à infraestrutura de carregamento (carregadores no escritório, rede pública e doméstica) e cobrir todos os gastos relacionados com o consumo de eletricidade. Limitar os custos com o combustível pode também ser uma alternativa para incentivar os condutores a carregar o seu veículo o máximo possível.

3. Como educar os condutores?

A ALD Automotive pode fornecer alguns módulos de formação para completar a rápida formação dada pelas marcas durante a entrega do carro. Devemos também garantir que todos os condutores que têm como objetivo solicitar um PHEV, assinem determinadas regras de contratação antes do pedido. Este documento deve destacar o que é esperado em termos de utilização e o que não deve ser feito durante a condução de um PHEV. Um forte acompanhamento através de relatórios e monitorização dos consumos é também um elemento-chave, permitindo que o empregador ajuste o comportamento do condutor durante a vida do contrato.

4. Como selecionar o PHEV certo para a minha política de viaturas? Devo aplicar os mesmos critérios para todos os PHEVs, independentemente do seu tamanho?

Antes de introduzir PHEVs na frota, o primeiro passo é entender a utilização real do veículo e a aptidão do condutor. Os PHEVs não servem todos os perfis e alguns modelos devem ser introduzidos na política de viaturas com bastante cuidado, pois o uso inadequado pode gerar um aumento significativo nos custos de frota. Isto aplica-se especialmente nos grandes SUVs cujo consumo de combustível pode facilmente exceder 11l/100km com bateria vazia.

5. Vale a pena o esforço? O preço base é alto, preciso de infraestrutura, mudar a gestão e ao final do dia o consumo de combustível é 3 vezes superior ao anunciado!

Os PHEVs são efetivamente mais caros do que as suas alternativas em VCI. É necessária uma infraestrutura de carregamento ad-hoc e o consumo de combustível pode facilmente atingir 3 ou 4 vezes o consumo homologado, caso circule sem a bateria carregada. Mas se olharmos de uma forma mais positiva, os novos processos de tributação e incentivos disponíveis em muitos países europeus ajudam a preencher a lacuna dos preços de tabela. Sendo os PHEVs um produto de transição para o BEV, investir na infraestrutura faz sentido, pois permite às diversas empresas moldar o futuro da sua frota. Mais uma vez, o contexto é favorável à transição, pois muitos incentivos financeiros estão disponíveis para apoiar a instalação de carregadores no escritório ou em casa. E como as estatísticas mostram que 80% dos custos são provenientes do percurso casa - escritório, vale a pena investir em infraestruturas internas que permitam o carregamento nestes locais e obter relatórios e custos corretos de utilização. Ao carregar na rede pública, nem sempre é fácil obter dados de consumo fiáveis e consolidados.

6. Qual a vantagem do PHEV em comparação com um híbrido (custo, CO₂)?

Um PHEV pode percorrer distâncias significativas (30-50 km) em modo totalmente elétrico, mesmo em velocidades bastante altas (120-130 km/h) o que um híbrido nunca será capaz de fazer. Do ponto de vista do empregador, colocar esta tecnologia nas mãos dos seus condutores, depois de garantir que têm o perfil correto, pode ser uma boa oportunidade para reduzir os gastos de combustível e as emissões de CO2. No entanto, os veículos híbridos são também a alternativa certa para determinadas utilizações e o PHEV não deve desacreditar os benefícios do HEV.

7. Li em vários locais que os PHEVs são os novos Dieselgate. Porquê escolhê-los?

Mais uma vez, tudo tem a ver com a correta utilização e exploração das potencialidades de um PHEV. Todos os artigos que podemos encontrar na imprensa que destacam o lado negro dos PHEVs descrevem o caso de utilizações incorretas, mas bastante frequentes, que corresponde ao uso quase exclusivo do motor de combustão, sem carregamento da bateria. Há empresas que escolhem o PHEV pelos benefícios fiscais sem considerar o impacto que poderá ter em caso de má utilização. Este é o resultado da recente adoção dessa tecnologia. Todas as novas tecnologias têm a sua própria curva de aprendizagem e foi necessário algum tempo para entender as situações em que um PHEV traz uma eficiência real. Lidamos agora com um ambiente mais complexo, não sendo apenas uma questão de gasóleo versus gasolina. Tenha em consideração que o PHEV é a resposta certa para utilizações específicas, assim como os veículos BEV, HEV, a Gasolina ou mesmo a gasóleo.

8. Qual o cenário ideal de quilometragem?

Depende realmente do perfil dos condutores, mas diríamos que os PHEV não são adequados para condutores que efetuem muitos quilómetros diários em autoestrada. Os PHEVs são adequados para usos urbanos ou periurbanos. Idealmente para pessoas que utilizam os seus veículos para deslocações ou viagens curtas com capacidade para carregar enquanto o veículo não está em utilização. Digamos que o PHEV não deve ser alocado a condutores que façam mais de 30.000 km por ano. Além dessa quilometragem anual, é também importante identificar a forma como esses quilómetros são percorridos. O melhor caso para uso profissional serão distâncias curtas (<50km) com capacidade de carregamento quando o veículo não está em utilização.

 

 

9. Como estimar o TCO real dos PHEVs?

A equipa de Business Intelligence & Consultant pode propor algumas análises detalhadas de TCO nos diferentes grupos energéticos e avaliar se faz ou não sentido trocar por um ou outro grupo alternativo.

No PHEV, é importante identificar a participação do consumo elétrico na combinação energética. Essa parcela está vinculada à quilometragem percorrida e obviamente que quanto mais conduz mais utiliza o motor térmico. É por esse motivo que habitualmente baseamos os nossos cálculos na seguinte divisão:

10. Como estimar o TCO real dos PHEVs?

11. Os PHEVs podem ser uma alternativa útil para a minha frota?

A resposta é sim! Como mencionado acima, nas mãos certas, um PHEV pode ser bastante mais eficiente que um VCI e menos stressante para os condutores que um BEV, especialmente neste período de transição.

O PHEV pode ajudar a economizar na tributação e no consumo de energia, com um impacto significativo no TCO no final do mês. Não se esqueça que, entretanto, o TCO em veículos VCI aumentará devido ao incremento do custo de produção e dos menores valores residuais, que resultam da proibição do Diesel nas zonas de baixas emissões nas grandes cidades.

O objetivo principal passa por encontrar o equilíbrio certo na combinação energética.

12. Os veículos comerciais também estão disponíveis em PHEV? São uma boa opção?

Pelo que sabemos do mercado e dos fabricantes, o PHEV não é realmente uma alternativa neste segmento. Na verdade, sendo a autonomia elétrica amplamente impactada pela carga útil, será quase impossível atingir mais de 20 km em modo totalmente elétrico. Os construtores estão a investir muito em tecnologia BEV e em futuras soluções de hidrogénio.

Os veículos comerciais têm usos diferentes (extremos) dos veículos de passageiros, e os PHEV realmente não se encaixam nos perfis de longas quilometragens (> 500 km por dia) ou no lado oposto, em quilometragens urbanas baixas (<200 km por dia).

 

13. Eu preciso realmente de carregar o carro? E com que frequência?

Sim! Para ser eficiente, o PHEV deve ser carregado o mais frequentemente possível. É maximizando os quilómetros percorridos com o motor elétrico que os PHEVs se tornam eficientes e ecologicamente sustentáveis.

14. Preciso de conduzir de forma diferente?

Sim! Se o condutor deseja maximizar o tempo gasto em motor elétrico e diminuir o consumo de combustível e as emissões de CO2, então é necessário adotar um estilo de condução mais suave. O que também se tornará bastante natural com o tempo, pois os veículos elétricos tendem a mudar o estilo de condução e a trazer menos agressividade e mais antecipação.

Alguns comportamentos devem também ser evitados, como usar o Modo de Carregamento de Bateria, que usa o motor térmico para carregar a bateria. Esta modalidade consome muito combustível e não traz em concreto nenhum benefício ao condutor, exceto em caso de grande necessidade como o acesso a zonas de baixas emissões.

 

 

15. E quanto ao impacto financeiro na minha utilização privada?

Conduzir um veículo de baixas emissões pode trazer muitas vantagens financeiras, dependendo das especificidades do país. Pode ser diretamente no benefício em espécie, mas também relacionadas com as tarifas de estacionamento e portagens.

A maximização das viagens em modo elétrico é também uma forma do condutor reduzir o seu consumo privado de combustível, especialmente nas situações em que o empregador cobre todos os gastos com eletricidade.

16. Quais as principais vantagens e desvantagens de um PHEV para mim?

Se usado corretamente e considerado como deve ser, o PHEV pode trazer muitos benefícios ao condutor. Ajuda a diminuir o consumo de combustível, as emissões de CO2 e a criar uma utilização sustentável do veículo da empresa. As desvantagens podem surgir se não for usado corretamente ou se não estiver carregado. Nesta situação, o condutor terá que lidar com um maior consumo de combustível, menor autonomia e um veículo mais dispendioso.

17. A ALD Automotive compromete-se com os PHEVs?​

Acreditamos que o equilíbrio do mercado entre BEV e PHEV permanecerá relativamente igual a curto prazo, mas à medida que a tecnologia BEV melhora e a infraestrutura se desenvolve, prevemos que os BEV captem grande parte do crescimento e se tornem dominantes no médio prazo (2025 em diante). Ainda assim, os PHEV têm um papel a desempenhar na fase de transição, para além de 2030, sob a restrita condição de que o seu desempenho na vida real melhore.

Portanto, e de acordo com o mencionado acima, o PHEV pode ser recomendado como parte de uma mistura energética considerando o espectro total de utilizações. O PHEV responde a uma necessidade específica e não deve ser responsabilizado por isso.